Depois do "emagreça dormindo", os deuses dos spans resolveram atacar em outro flanco (ui!): me oferecer um perfume à base de feromonio, para seduzir o meu homem. O curioso é que, apesar do tom altamente erótico da promessa, a foto é a de um casal de noivos, desses com véu, grinalda e gravatinha borboleta.
Ou seja, o que o anúncio promete mesmo é um marido. Ai, ai. Digamos que seja a máxima "agarre seu homem pela comida" levada ao extremo.
Entretanto, confesso: fiquei curiosa. Como será um perfume com essência de feromonio? Sabem qual é a primeira coisa que me vem a cabeça? Cio. Tipo, os cachorros ficam enlouquecidos quando a cachorrinha está naqueles dias, certo? Deve ser a mesma coisa com o tal perfume. Eca!
Mas, como a foto é de uma noiva, a idéia deve ser: enlouqueça o seu homem, mas segura o tchan, que a promessa é casório, não prazer (!!!). Agora, sinceramente, isso é muito bagaceira, né não?!
Me lembrou, também, uma entrevista que vi com as meninas que fazem o programa
"Sob nova direção": a Ingrid Guimarães e a Heloisa Perissé. Pois é, legal esse negócio de mulher fazendo humor, território tão marcadamente masculino, ao menos no Brasil.
Até porque o que a gente ainda vê na TV é aquele humor escroto, machista elevado a ultima potencia, com aquela mulherada que sofre de lordose, celulítica, siliconada, usando mini-saia e caminhando como se tivesse uma batata enfiada nos glúteos. Entra ano, sai ano, e as piadas continuam as mesmas, requentadas e cada vez mais politicamente incorretas.
Aí, a Ingrid, que já achava super engraçada desde o "Confissões de Adolescente", com aquela história hilária sobre a primeira vez que ela fumou maconha e saiu com uma toalha enrolada na cabeça pelas ruas de Ipanema, me vem com a descrição da Pit, sua personagem no programa de domingo.
Em linhas gerais, a moça é uma trintona doida para dar e que faz qualquer coisa para agarrar um marido. Que decepção, gente. Nem Ingrid fugiu do estereótipo. Ela até poe um verniz de novo milênio, a começar pelo nome: Pit, que pode ser uma mescla de Patrícia - o arquétipo da feminilidade tontinha, que usa perfume Gucci e calcinha cor-de-rosa - e pit-girl - aquela que parte para cima, sem medo de cara feia e de camisinha.
Sem falar que a moça é dona de bar e ex-motorista de táxi, terrenos profissionais masculinos por excelência. Mas, no fundo mesmo, o que a personagem busca é um homem para chamar de seu.
O que me leva a grande questão filosófica da semana: será que o perfume de feromonio nao funciona para a pobre Pit?
PS: O título deste post está infame, né?! Vai ver que é por isso que a mulherada ainda é conhecida como incapaz de contar piada...
PS2: Aliás, falando em humor masculino com clara referencia ao mundo feminino...
TPC: Tensão Pré-Copom é demais para minha cabeça.